sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Podia escrever aqui mil coisas



 Podia até arranjar as palavras mais bonitas do dicionário para as vestir com a melhor roupagem. Para que elas trajassem bem. Para que impressionassem. Podia até dar ênfase ao verbo. Fazê-lo reinar. Ser Rei.
Podia escrever, aqui, mil coisas.
Mas sempre me disseram que o melhor da vida não se diz, não se escreve, não se conta. Sempre me disseram que o melhor da vida vive-se. Fora das câmaras, fora dos holofotes, das luzes da ribalta. Sempre me disseram que o melhor da vida se vive offline, num qualquer recanto onde se eternizam momentos, onde se criam instantes, onde se constroem memórias.
Sempre me disseram que o que conta não são as palavras.
Sempre me disseram que o que fica são os sorrisos, é o toque que adivinha a textura duma pele, é um beijo que reconhece uns lábios, são os silêncios que dispensam as palavras.
Podia escrever, aqui, mil coisas.
Mas sempre me disseram que o melhor da vida se deve guardar para nós.
Sempre me disseram que o melhor da vida não vem nos livros.
Que não se conta. Vive-se.

Fui viver.
Queres viver isto comigo?

terça-feira, 18 de julho de 2017

Sobre os anónimos que por aqui vagueiam...





Toda a gente sabe que existem pessoas que se acham mais do que aquilo que são.
E que achando ou querendo parecer que acham, têm de deitar os outros abaixo para subirem um patamar.
Ora daqui só podem sair dois resultados, os que se deixam abater e caem deprimidos, e os que, como eu, por muitas cobras que lhes atirem são imunes à mordedura.
Percebendo que não vale a pena gastar o nosso latim com pessoas que não vão conseguir atingir o que vamos dizer, e que  nunca serão um terço da pessoa que somos, mais vale ficarmos calados.
E em boa língua portuguesa, o cagar e andar é a melhor coisa a aplicar, até porque eu sempre ouvi dizer que vozes de burro não chegam aos céus.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Já faz alguns anos que nos deixaste...







... mas continuas sempre presente no nosso coração.
Falamos em ti quando vamos a lugares de que gostávamos de visitar juntos.
Pensamos em ti quando temos sucessos, ou quando brindamos a vitórias alcançadas.
Falamos sobre ti quando tivemos uma última multa.
E rimos... rimos muito, porque nos lembramos daquela vez...
Aquela... em que desafiaste o policia quando resolveste fazer um "quatro" cambaleando.
 Eras e serás sempre uma pessoa muito especial para todos nós.
Fazes-nos falta meu amigo.
É verdade!
Sentimo-nos tristes por não partilharmos contigo muitos assuntos mas temos o gosto de ter feito muitas coisas importantes contigo.
Mesmo sentindo a tua falta continuamos a divertir-nos, porque era assim que querias que fosse, porque a vida não acaba para todos, só para alguns, como sempre fazias questão de frisar...
Sabes...continuamos a discutir, e às vezes zanga-mo-nos mas fazemos logo as pazes como tu fazias.
A tua presença continua tão próxima.
A tua gargalhada sempre tão genuína continua a ecoar nos nossos ouvidos.
Estás aqui... num cantinho especial dos nossos corações.
Porque...
Existem lugares que nunca voltarão a ser preenchidos.
Ficam ocupados por quem lá esteve.
Pertencem a quem deixou recordações.
As memórias preenchem a sua falta.
As recordações ocupam o vazio deixado.

( O teu continua vazio...)

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Coisas minhas...




Não importa o quanto às vezes seja difícil, o quanto às vezes eu me atrapalhe, o quanto às vezes eu seja a densa nuvem que esconde o meu próprio sol, ou quantas vezes seja preciso recomeçar.
Combinei comigo não desistir de mim.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Coisas que tenho a certeza só acontecem com a minha pessoa...





Sabes que estás no wc errado quando...
Empurras a porta e vês urinóis
e tens uma voz masculina divertida e sorridente atrás de ti a perguntar:
"perdida?"...

Ups...

quinta-feira, 29 de junho de 2017

O que os outros pensam...




 A moça é engraçada, tem um ar sorridente e simpático. É até comentada aqui e ali como sendo uma mais-valia. Um "palminho" de cara é sempre agradável e chama a atenção. Tendo alguma visibilidade no pequeno círculo e toda a gente a conhece. Já ela tem dificuldade em conhecer toda a gente. Ora, não é que a moça não aparece com um moço. Não se sabe se tem moço. E é de estranhar que não tenha moço. Já não tem idade para não ter moço. Se é tão laroca porque não arranja um moço. Sem esquecer que esta situação de não ter moço faz com que ela ande "solta" demais. Os dias iguais, a crise que se mantém, as horas mortas no jardim, as noites longas de pensamentos vazios. Um dia surge uma história que traz muitas questões, que levanta muitas dúvidas, que se sujeita a muitas teses e que ninguém consegue afinal furar até à versão unânime. Desta forma, abrimos caminhos. Caminhos abertos para a que anda à "solta", a visibilidade, a forma como está em todo o lado, as amizades que se criam - sabe-se lá porquê!?!? Pois, só pode ser, como não nos lembramos mais cedo... Então toca a partilhar à boca pequena - ou à boca grande - um boato sem sentido, uma história que só a eles lhe interessa. As histórias inventadas sobre os outros, porque os outros incomodam, porque os outros surgem no meio fechado e pequeno, porque os outros em pleno século XXI deviam ser casados, ter filhos e não andar metidos nestes assuntos de homens.  E como sabemos os boatos são só da responsabilidade das mulheres, os homens nunca lhes dão ouvidos nem os inventam!!!
Right??