segunda-feira, 29 de maio de 2017

Faz hoje 17 anos que me "abandonaste"...





Deixa-me fechar os olhos e imaginar-te...
Deixa-me sorrir para ti e dar-te miminhos.
Deixa-me abraçar-te e sentir o teu sorriso e o teu abraço.
Deixa-me contar-te as tantas novidades que a vida me vai proporcionando.
Deixa-me descobrir ao teu lado tudo o que nós dois não tivemos tempo de descobrir.
Tenho saudades tuas, sabias?
O tempo passa mas é em vão...
Não consigo evitar a saudade nem tão pouco vencê-la.
Aliás já desisti de travar lutas vãs e escusas.
Resta-me mergulhar nos sentimentos e tentar uma aproximação deste Sentir de Alma que me invade, e me toma e que faz meu coração explodir em forma Palavras, que saudosas fluem pela mão.
Queria tanto que estivesses aqui!!!
Sinto a tua falta...
Queria poder olhar-te nos olhos, afagar o teu rosto envelhecido
e poder dizer-te sorridente

Olá Pai!

O cúmulo da distração...




Sabes que tens a consciência pesada quando vais a andar a pé e a falar ao telemóvel, vês um polícia, baixas o telefone e começas a dizer 'é a polícia, espera aí um bocadinho...

sábado, 27 de maio de 2017

Amar



A forma como se agarra e exprime o amor leva-nos a pensar na liberdade de amar… será que devemos aprisionar quem amamos? A forma como queremos que nos amem deve partir do outro pela paixão a nós… é sempre um acto voluntário e temporário… pois só existe enquanto se sente, enquanto se quer, enquanto existe ilusão de amor… a livre vontade de amar representa a verdade e a beleza do amor… sem restrições nem preconceitos

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Cenas minhas

Imagem meramente ilustrativa


Quais são as probabilidades de se passar com o carro quase todos os dias por cima do mesmo buraco .
Poucas, dizem vocês.
Muitas digo eu.
Passo a explicar:
Numa rua paralela à minha, existe um buraco na estrada desde o séc. XX, no Verão é tapado mas mal chegam as primeiras chuvas lá se vai o tufo todo com a água, o que me leva a crer que o tapam com areia da praia e saliva, tal é a fragilidade do produto.
Mas não interessa, porque o buraco já passou a ser património lá da vizinhança e até levaríamos a mal se alguma vez o tapassem com alcatrão.
Adiante…
Como a minha rua só tem um sentido, eu preciso passar por lá pelo menos duas vezes ao dia e posso garantir-vos, raramente o falho.
É algo que não consigo explicar, até me lembro dele quando saio de casa mas a coisa é mais forte que eu, e quando dou por isso já lá estou dentro.
Vá… não venham já os machos Alfa acusarem-me de não saber conduzir só porque sou mulher, porque modéstia à parte até conduzo muito bem, e já vi muitos Fittipaldi’s fazerem o mesmo.
O que me aflige mesmo nem é a suspensão do bólide, o que me aflige é não saber até ponto a nossa atracção (do buraco e da minha pessoa) não será caso para terapia.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Mau feitio e outras cenas...


Normalmente não sentimos simpatia por pessoas com mau feitio, mas de alguma forma sentimos algo parecido com empatia.
Porque, mais tarde ou mais cedo, acabamos por lidar com pessoas com um carácter mais difícil. Ou temos alguém na família que é assim. Ou aquele amigo ou colega que tem bom coração, mas que temos de lidar de forma mais comedida... Faz parte.
E eu, uma pessoa muito simpática e sempre muito amiga, de quem eu tenho perfeita noção que é fácil gostar, não tenho o melhor feitio do mundo.
Sou explosiva, impulsiva, intempestiva e todas as coisas acabadas em -iva difíceis de controlar.
Sou a pessoa mais disponível do mundo para ajudar, mas não me pisem que rodo logo a baiana forte-e-feio!
Mas mais uma vez o belo do cliché: o tempo mudou-me um pouco.
Fez com que aprendesse a controlar-me. Ainda que há coisas que não consigo nem quero mudar... E uma delas é fingir que gosto de alguém quando não gosto. Não somos obrigados a gostar do mundo inteiro, certo, mas uma das coisas que sempre me custou imenso absorver era o porquê de certas pessoas, às quais jamais tinha feito algo de mal, não gostarem de mim. Porque se há coisa com a qual eu não sei viver é com a dúvida e com a injustiça... E se não gosto de alguém, tenho motivos para tal. Porque me magoou, porque me traiu, porque me mostrou um sorriso rasgado que escondia falsidade... Na verdade, se sei que alguém não gosta de mim, não me tira o sono, mas faz-me pensar.
E ao fim de tantos anos eu lá concluí. Foi tarde, mas foi. Concluí que há sempre um motivo para alguém não gostar de nós. Que não há o não gosto porque sim. Que não podemos detestar uma pessoa ao primeiro olhar. Porque hoje não vivo sem pessoas de quem não gostei à primeira vista e já perdi pessoas que amei de imediato.
Comigo? Simples. Sem pretensão. Quer na vida pessoal, quer na profissional, na grande maioria das vezes, não gosta de mim quem não me consegue vencer.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Coisas minhas



Gosto de ter a «casa arrumada».
Não fazeres mais parte da minha vida, arquiva muita coisa.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Existem experiências que vivemos que deixam um travo amargo na boca...





Ou porque ficou alguma coisa por dizer, por fazer ou falamos mais do que devíamos ou fizemos o que achávamos que não devíamos ter feito.
Depois vem aquela sensação de que afinal as coisas tinham que ser assim, e vais interiorizando este pensamento, este sentimento.
O que pode começar com o conformismo, passa para uma quase certeza, e moras ali... devagar, ao sabor do vento até que ele sopra um dia de tal forma forte que se varre de dentro de ti.
E é quando sentes que tudo está no seu lugar, que não poderia ser de outra maneira, que de facto tinhas que passar tudo aquilo, que sentes paz interior.
E nem uma tentativa de contacto disfarçada de preocupação abala essa certeza.