sexta-feira, 17 de novembro de 2017

As mulheres e eles...(os trapos)



Dizem que as mulheres não se vestem para os outros, vestem-se para elas mesmas. 
E não maioria dos dias acredito que seja verdade. 
Mas falemos das excepções. 
Daquelas em que precisamos do dobro do tempo para nos arranjarmos, das que nos fazem ajoelhar perante o roupeiro e lamentar não ter nada que vestir - completamente cegas a tanto trapo. 
Essas excepções são o problema - quando nos vestimos para os outros, pior ainda, quando têm um nome e um número de telefone. 
Independentemente da importância que lhe damos, a partir do momento em que o alvo não é apenas o nosso espelho, a coisa complica-se. 
São os primeiros sintomas de uma nova interacção, quando pela primeira vez tentamos conjugar o nosso gosto com o gosto de outro alguém. 
Não é fácil, perdoem-nos o tempo. 
E, de repente, questiono-me para quem realmente eu gostaria de me vestir?!

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Há um novo hóspede na cave...






Na categoria das redes sociais o meu processo de "desapego" é simples: arquivar. 
Falo pelos cotovelos, faço piadas e mando uns insultos porreiros mas quando sinto que chega, quando o assunto já cansa, quando dá o clique do "basta" com esta m**d@, é pegar nas mensagens e indicar-lhes esse caminho. 
E por minha iniciativa não houve até hoje um que de lá saísse. 
Lamento, meu tão prezado elemento que volta e meia aqui vos apresento, mas a tua vez também chegou. 
Vais ficar enjaulado nas caves facebookianas, junto dos que, confesso, não estão ao teu nível mas que acabaram por não ser muito diferentes de ti. Acabou-se o entretenimento... arquivei-te!


quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Ainda existem coisas que não consigo fazer sozinha..



Ora aqui está uma tarefa difícil para quem vive sozinha... fechar ou abrir um vestido que tenha fecho atrás!
Não é nada fácil, por mais ginástica que eu faça, ter elasticidade suficiente para esta proeza. 
Às vezes lá corre bem, mas quando encrava... é uma chatice.
Já me aconteceu sair de casa com o fecho a meio e pedir à senhora da papelaria da esquina para me fechar o vestido!
Coisas.... 

terça-feira, 7 de novembro de 2017

São dias... são histórias...





Não sei por quanto tempo vou ficar. 
Mas sei que não ficarei. 
Receber tanto, mais do que alguma vez alguém me deu, é bom. 
Bom demais por vezes. E os pés em certos dias parecem levitar, confesso. Mas, sem culpa nem intenção, mostraste-me algo doloroso.
 Não me sei apaixonar. 
Sinto que perdi essa capacidade. 
Fruto da experiência, inexperiência e do tempo. «Talvez não seja o tal» vão dizer-me. «Os milagres acontecem devagar» irei ler. 
Mas no agora, como no até agora, sinto que já não sei como se faz. 
Não sei como baixar defesas, ser tolerante, deixar acontecer. 
Não quando não sinto o sentimento a fluir junto. 
Enquanto tu quase te perdes e eu não sei o que fazer. 
Enquanto, egoísta mas nunca desonesta, sugo aquilo que me dás para me dar força para mais uns tempos. 
Quase que desejo, idiota, ficar para sempre assim. 
Mas não me arrependo. 
Serão histórias se não for nada mais, onde valeram os beijos na boca pelos quais não morri de amor.

#savethelastdanceforme#