segunda-feira, 23 de outubro de 2017

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Escrevo-te



Sempre escrevi sem saber se um dia irias ler, mas escrevo, olhando-te nos olhos, confesso que tento tocar-te na essência. Mas já nada faz regressar a magia e o brilho reluzente que tinham os meus olhos nos teus, e os teus nos meus. Ainda assim a minha vida chama por ti a cada batida, no descompasso de cada partida. Hoje refugio-me nos sonhos.Sabes porquê? Para não te perder de vista. Momentos de incoerência, entre o que se pensa e o que se faz, entre o que se escreve e o que se sente. Quando dou conta, uma lágrima rola-me pelo rosto sem saber porque ainda te escrevo, porque ainda te sinto.Se nunca me leste e tão pouco me sentiste. Mas eu, ainda estou aqui, próxima de ti. Porque para mim, “Para sempre” não é muito tempo.
 
 
Carla Tavares
In "Eu conheço-te?"

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Memories...





A menina que eu fui nunca se perdeu no tempo,
ela permanece aconchegada à mulher
que me tornei.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Não desistam de mim!





Continuem a ler-me, como só vocês o sabem fazer.
Descubram os meus sonhos, tentem adivinhá-los como se os tivessem sonhado também, e nunca deixem de gostar do meu mistério, porque ele é, e sempre será uma boa parte de mim.
Procurem-me nas linhas, em todas as minhas frases, porque eu sempre fui de meias frases, sempre precisei de alguém que as completasse mesmo sem eu dizer nada.
Eu sei que por vezes pareço um livro fechado, mas não!
Sou um livro bem aberto, cheio de luas, de fases e faces e lados errados. Não deixem nunca de os tentar descobrir.
Leiam-me. 
Sou um livro de páginas que cheiram a mofo mas que têm muito para dizer

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Podia escrever aqui mil coisas



 Podia até arranjar as palavras mais bonitas do dicionário para as vestir com a melhor roupagem. Para que elas trajassem bem. Para que impressionassem. Podia até dar ênfase ao verbo. Fazê-lo reinar. Ser Rei.
Podia escrever, aqui, mil coisas.
Mas sempre me disseram que o melhor da vida não se diz, não se escreve, não se conta. Sempre me disseram que o melhor da vida vive-se. Fora das câmaras, fora dos holofotes, das luzes da ribalta. Sempre me disseram que o melhor da vida se vive offline, num qualquer recanto onde se eternizam momentos, onde se criam instantes, onde se constroem memórias.
Sempre me disseram que o que conta não são as palavras.
Sempre me disseram que o que fica são os sorrisos, é o toque que adivinha a textura duma pele, é um beijo que reconhece uns lábios, são os silêncios que dispensam as palavras.
Podia escrever, aqui, mil coisas.
Mas sempre me disseram que o melhor da vida se deve guardar para nós.
Sempre me disseram que o melhor da vida não vem nos livros.
Que não se conta. Vive-se.

Fui viver.
Queres viver isto comigo?

terça-feira, 18 de julho de 2017

Sobre os anónimos que por aqui vagueiam...





Toda a gente sabe que existem pessoas que se acham mais do que aquilo que são.
E que achando ou querendo parecer que acham, têm de deitar os outros abaixo para subirem um patamar.
Ora daqui só podem sair dois resultados, os que se deixam abater e caem deprimidos, e os que, como eu, por muitas cobras que lhes atirem são imunes à mordedura.
Percebendo que não vale a pena gastar o nosso latim com pessoas que não vão conseguir atingir o que vamos dizer, e que  nunca serão um terço da pessoa que somos, mais vale ficarmos calados.
E em boa língua portuguesa, o cagar e andar é a melhor coisa a aplicar, até porque eu sempre ouvi dizer que vozes de burro não chegam aos céus.